A importância da saúde mental aliada à saúde física

Durante muito tempo preocupou-se bastante com a saúde física, deixando de lado a saúde mental e psíquica do indivíduo.

Atualmente, começaram a perceber que a saúde psíquica é tão importante quanto à física. Para uma enfermidade física, na maioria dos casos, temos tratamentos e remédios que são capazes de combater os sintomas. Já a saúde psíquica ainda é estigmatizada, e em alguns casos, os sintomas passam despercebidos durante a rotina do dia a dia.

“Estar de bem” com a vida é o fator principal para a felicidade.

Ainda temos doenças psíquicas mascaradas, pois é “louco” quem vai ao psiquiatra ou até mesmo ao psicólogo. Mediante a este pensamento temos inúmeras pessoas sofrendo de depressão, ansiedade, transtornos alimentares, pós traumáticos, entre outros.

A visita ao psicólogo deveria ser incluída nos exames de rotina, pois todos nós passamos por situações em que não conseguimos total entendimento dos nossos sentimentos.

As doenças psíquicas, por sua vez, estão cada vez mais presentes na vida do ser humano, independente de idade. Temos crianças ansiosas e/ou depressivas mediante ao fracasso escolar, separação dos pais, entre outros fatores. Adolescentes que não conseguem fazer a escolha profissional sem orientação prévia, além de conflitos próprios desta fase, incluindo as transformações corporais, tentativas de mostrar originalidade e seu ponto de vista individualizado das questões sociais, entre outras. Adultos que precisam de acompanhamento devido à mudança de emprego, desemprego, separação, entre outros. Com isso, podemos perceber que em algum momento da vida a pessoa pode precisar de auxílio para melhor entender as mudanças, que podem ser vistas como positivas e/ou negativas.

No caso das crianças, pode ocorrer de serem diagnosticadas indevidamente. A sociedade aceita melhor as doenças que podem ser medicalizadas, desta forma temos crianças diagnosticadas com hiperatividade, quando em alguns casos trata-se de limite e organização de tarefas do dia a dia. Nestes casos, o melhor seria  a realização de avaliação psicológica realizada por psicólogos, que mediante a estas ferramentas, podemos detectar dificuldades que podem ser tratadas em psicoterapia, evitando muita das vezes, a medicalização indevida.

Os sinais e sintomas das patologias psíquicas não ocorrem de forma aleatória. Eles estão associados à alguma coisa, pessoa e/ou situação. A descoberta destes sinais e/ou sintomas, adequadamente, viabilizam ou facilitam o desenvolvimento de procedimentos terapêuticos e preventivos mais eficazes. 

O bem estar psíquico atua diretamente na motivação do indivíduo, tornando-o mais produtivo em seu dia a dia.

Abraços,
Maíra A. Andrade
Psicóloga – CRP ‪05/32352‬
Diretora e Responsável técnica do NIDH
Colaboradora na Comissão especial de Psicologia Organizacional e do Trabalho no CRP/RJ
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Feliz natal!

2020, um ano de reflexões, aprendizado, cuidado coletivo e fé. Tempo de rever nossos conceitos e de refletir sobre nossas ações. Também estreitamos laços e parcerias (mesmo virtualmente)  para passarmos juntos por este momento difícil. Passamos a valorizar a força do coletivo. E que bom que tivemos uns aos outros nesse momento.

2021 com certeza será um ano diferente, onde cada um de nós buscará novos caminhos, novos aprendizados, novas conquistas. Será um momento de comemorar cada pequena vitória vivida, cada meta cumprida e projetando novos desafios.

Que as confraternizações das festas contagiem a todos, rumo a um mundo melhor, e que nada seja mais forte do que a união, buscando sempre o amor ao próximo e a alegria compartilhada.

Desejo um Feliz natal repleto de bençãos e alegrias!

Maíra A. Andrade

Abraços,
Maíra A. Andrade
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O que você espera do próximo ano?

Já estamos em clima de final de ano! Tantas coisas vividas neste ano. Muitos planos precisaram ser guardados, outros precisaram ser antecipados e muitos esquecidos. Aprendemos a nos aproximar virtualmente e entender que a tecnologia precisa sempre estar a nosso favor, de forma saudável. Aprendemos a estudar e trabalhar “on line”, conciliando tudo com a rotina da casa, dos filhos, dos pais… Muitas famílias já começaram a programar suas festas de final de ano, alguns juntos, outros distantes, além disso nosso país em especial, vive a expectativa de uma vacina que nos permitirá novamente abraçar e beijar as pessoas que amamos. Também é momento de estipular novas metas e expectativas para o tão esperado 2021.
Entra ano, sai ano e sempre nos questionamos como foi o ano que está acabando e criamos metas para o próximo ano. Muitas empresas, começam neste final de ano a fecharem os balanços da organização e estabelecer novas metas a serem batidas no ano seguinte. E na vida pessoal, como podemos avaliar o que se passou e estabelecer metas para o próximo ano?
Estabelecer metas pessoais é tão importante quanto as profissionais. As metas pessoais nos motivam a sempre buscar melhorias naquilo que nos traz prazer e felicidade.
Muitas pessoas já estabelecem metas, fazem listas de desejos para o próximo ano, inclusive aquelas que julgavam como prioridade naquele momento, mas ao longo do ano, essas metas e desejos acabam, muitas das vezes, não sendo colocadas em prática.
O fato é que as oportunidades passam, e se você não estiver realmente trabalhando com foco em seus objetivos, eles ficam para trás e as mudanças que poderiam fazer grande diferença em sua vida se postergam. Viajar, ler um livro, visitar mais os familiares, começar uma dieta ou fazer um curso são propósitos que você pode colocar em prática desde já.
Em um cenário de rotinas aceleradas e pessoas que acumulam cada vez mais responsabilidades, acabam esquecendo de seus propósitos pessoais, metas que auxiliariam inclusive na motivação pessoal e que impactam diretamente na saúde mental do indivíduo.
Em uma humanidade necessitada de novos tempos, de novos ciclos e novos olhares, convido vocês a pensarem em suas vidas, reescreverem suas histórias caso necessário, a cuidarem das suas emoções, a investirem em autoconhecimento, a avaliarem as suas relações, a buscarem propósitos para as suas existências e a protegerem a saúde mental.
Nós, psicólogos (as) temos uma missão, um dever e principalmente, uma oportunidade: acolhermos a humanidade orientando-a a uma cultura de saúde mental em todas as suas relações.
Que 2021 seja repleto de novas conquistas!
Abraços,
Maíra A. Andrade
Psicóloga – CRP ‪05/32352‬
Diretora e Responsável técnica do NIDH
Colaboradora na Comissão especial de Psicologia Organizacional e do Trabalho no CRP/RJ
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Setembro amarelo – Precisamos falar sobre suicídio

Desde 2014, a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM), organiza nacionalmente o “Setembro Amarelo”, sendo hoje, dia 10 de setembro, oficialmente, o ”Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio”. Esta campanha é de fundamental importância por destinar um mês todo a um problema que não pode ser deixado de lado em nenhum dos doze meses do ano.

O mês de setembro foi escolhido para a campanha porque, desde 2003, o dia 10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção do suicídio. A idéia é promover eventos que abram espaço para debates sobre suicídio e divulgar o tema alertando a população sobre a importância de sua discussão.
No Brasil, o suicídio é considerado um problema de saúde pública e sua ocorrência tem aumentado muito entre jovens. De acordo com números oficiais, 32 brasileiros se matam por dia em média, sendo essa uma taxa maior do que a de vítimas de AIDS e da maioria dos tipos de câncer. De acordo com um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) de 2014, o Brasil está em oitavo dentre os países com maior número de suicídios.
No mundo, o suicídio é a terceira causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos e a sétima causa de morte de crianças entre 10 e 14 anos de idade. A OMS também afirma que o suicídio tem prevenção em 90% dos casos.
A cor amarela foi escolhida nesta campanha porque em 1994, um jovem americano de apenas 17 anos, chamado Mike Emme, tirou a própria vida dirigindo seu carro amarelo. Seus amigos e familiares distribuíram no funeral cartões com fitas amarelas e mensagens de apoio para pessoas que estivessem enfrentando o mesmo desespero de Mike, e a mensagem foi se espelhando mundo afora.
Muitos acreditam que abordar suicídio na imprensa pode de alguma forma, aumentar a incidências de casos no local. Todavia, é preciso falar corretamente sobre o assunto, de modo a evitar que informações inadequadas cheguem à população e aumentem o estigma relacionado aos transtornos mentais.

Vale complementar que a cada 40 segundos uma pessoa se suicida e a cada 3 segundos alguma pessoa atenta contra a própria vida! Neste momento de pandemia e de distanciamento social, alguns estudos têm apontado para o aumento destes números, exigindo ainda mais atenção. Qualquer pessoa pode cometer suicídio, porém alguns fatores aumentam
esses riscos. São eles:
– Abuso sexual na infância;
– Alta recente de internação psiquiátrica;
– Doenças incapacitantes;
– Impulsividade/Agressividade;
– Isolamento Social;
– Histórico de suicídio na família;
– Tentativa anterior de suicídio;
– Doenças Mentais;

Considerando a diversidade de fatores de risco, as estratégias mais eficientes são a identificação precoce de comportamentos, acompanhamento de pessoas em situação de risco e a criação de programas para ajudar as pessoas a lidar com os problemas que surgem ao longo da vida.

Ao perceber qualquer indicativo em você ou algum amigo, procure ajuda!

Entre os fatores de proteção que podem ajudar na redução das tentativas, temos:
– Aumento do contato com familiares e amigos;
– Buscar e seguir tratamento adequado;
– Iniciar atividades prazerosas ou que tenham significado
(hobbies, trabalho voluntário., etc.) ;
– Reduzir ou evitar o uso de álcool e outras drogas;

Fique atento às frases de alerta. Por trás delas estão os sentimentos de pessoas que podem estar pensando em suicídio.
4 sentimentos principais:
Depressão / Desesperança / Desamparo / Desespero

Nestes casos, frases de alerta + 4D, é preciso tomar muito cuidado!

Ass.: Maíra Amaral Andrade
Psicóloga – CRP 05/32352
Diretora e Responsável técnica do NIDH
Colaboradora na Comissão especial de Psicologia Organizacional e do Trabalho no CRP/RJ

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Demitir ou reter talentos – O que fazer neste momento?

Para Mario Persona, “momentos de crise sempre existiram e sempre vão existir. Eles permitem o saneamento do mercado, pois é na crise que desaparecem empresas que não conseguem se adaptar, as que conseguem permanecem e outras surgem com inovações que vêm criar novos paradigmas de mercado.”

As Organizações que se mantém em tempos de crise e começam a sentir impactos de queda na produção ou no faturamento, logo pensam em redução de custos. E redução de custos conseqüentemente leva a demissões.

É nesse momento que muitas Organizações erram.

Quem deve ser demitido neste momento?

Se não tiver como reter os funcionários durante o período de recessão, é necessário avaliar que tipo de colaborador deve ser demitido.

Comece a pensar nas demissões pelos colaboradores de baixa produtividade, siga para os que possuem dificuldades de relacionamento interpessoal e por último os que apresentam dificuldades técnicas.

Ao pensar em demissões, descarte a possibilidade da escolha ser realizada por meio de salários. Priorize o que possuem problemas que afetam o bom funcionamento do negócio.

Avaliar os colaboradores é imprescindível para decidir as demissões.

As avaliações dos colaboradores devem ser periódicas, quando isso não for possível, ou não estiver dentro da rotina organizacional, devem-se estabelecer critérios de avaliações antes das demissões. Essas avaliações podem ser realizadas através dos questionários de desempenho.

A partir dos resultados da Avaliação de Desempenho é que deve-se optar pelos colaboradores a serem demitidos, além de conseguir identificar os talentos.

Mas por que reter talentos???

Durante toda a história, passamos por diversas crises, onde grande Organizações fecharam, mas outras surgiram.

A questão é que quando dispensamos nossos talentos, eles vão trabalhar no concorrente ou se tornam nossos concorrentes. Aí é que está o grande perigo!

Porém, quando retemos esse talento durante a crise, motivando-o, integrando-o mais do que nunca na cultura da Organização, quando o período de crise passa, temos o melhor profissional dentro de casa.

E se ainda assim, tiver que demitir, lembre-se:

O papel do RH no desligamento de um colaborador é humanizar este momento, tornando-o menos dolorido possível.

Maíra Amaral Andrade
Psicóloga – CRP 05/32352
Diretora e Responsável técnica do NIDH
Colaboradora na Comissão especial de Psicologia Organizacional e do Trabalho no CRP/RJ

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Atendimento psicológico on line

O atendimento psicológico on line foi regulamentado no Brasil em 12/11/2018, através da Resolução CFP 011/2018. Atualmente é permitida e amplamente divulgada, não havendo limites de sessões para sua prática. O atendimento psicológico on line amplia o acesso de serviços de psicologia à população que vive em regiões com acesso limitado a serviços psicológicos e também para brasileiros que moram no exterior. Neste momento atual em que vivemos da pandemia do coronavírus, esse tipo de atendimento ganhou maior notoriedade por conta da necessidade do isolamento social. 

O atendimento psicológico on line é uma modalidade recente que tem crescido amplamente.

Com isso também foi possível perceber o crescimento das discussões sobre terapia online. Discute-se sobre os potenciais resultados, desafios, regulamentação e capacitação dos psicólogos para o atendimento online. Os debates sobre terapia online, polêmicos e por vezes rodeados de completa falta de profundidade, tem atraído o interesse de profissionais da área, da população e também na mídia.

A evolução da tecnologia

Há 10 anos atrás, smartphones e aplicativos para celulares nem sequer existiam. O boom das empresas “ponto com” ocorreu no final da década de 1990. O Google foi fundado em 1998, o facebook surgiu em 2004 e o primeiro iphone foi lançado em 2007.  Desde então temos visto muita coisa mudar, inclusive nas relações humanas, em nosso comportamento e também na forma como acessamos diversos tipos de serviços. Isso não é diferente com a saúde.

Uma pesquisa publicada em novembro de 2017 indica a existência de cerca de 325 mil aplicativos de saúde disponíveis na Apple Store e na Google Play, sendo que 78mil apps foram criados somente no último ano. Cerca de 6% desses apps estão focados em saúde mental, de acordo com o NCBI (National Center for Biotechnology Information).

Observando esses dados, é possível concluir a saúde também está passando por esta fase de transformação digital. E quando falamos em saúde mental, não é diferente. 

Cada vez mais pessoas procuram por um psicólogo na internet, e elas se deparam com a opção de serem atendidas através de meios digitais. O que é importante saber sobre terapia online ao agendar uma consulta com um psicólogo online?

Um dos princípios fundamentais do código de ética do profissional de psicologia afirma que: “O psicólogo contribuirá para promover a universalização do acesso da população às informações, ao conhecimento da ciência psicológica, aos serviços e aos padrões éticos da profissão.” Desconhecemos melhor instrumento que o uso da tecnologia para universalizar o acesso a serviços. 

Negar o atendimento psicológico online não é o mesmo que privar o indivíduo de terem saúde mental? A Organização Mundial da Saúde (OMS) define saúde como um completo estado de bem estar físico, mental e social.

Negar o atendimento online não é ir contra até mesmo o que diz a nossa constituição? Uma vez que esta pressupõe  que a saúde é condição indispensável à garantia da vida humana.  Não deveria o Estado também se preocupar ampliar o acesso à saúde mental nas redes públicas através do atendimento psicológico online?

Neste momento da pandemia deixo essas reflexões.

Maíra Amaral Andrade
Psicóloga – CRP 05/32352
Diretora e Responsável técnica do NIDH
Colaboradora na Comissão especial de Psicologia Organizacional e do Trabalho no CRP/RJ

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Gaslight – Saber o que significa pode mudar sua percepção sobre si mesma

Neste dia em que se exalta o amor – dia dos namorados – vamos falar um pouco sobre a naturalização da mulher como descontrolada emocionalmente. Essa naturalização de que a mulher é exagerada, emocional demais, faz com que muitas mulheres achem normal aceitar estas características como próprias delas, e esta aceitação tácita destas características é tudo que o machismo precisa para violentá-la sem que ela consiga entender o que está acontecendo, e ainda de brinde para o machista, culpar-se, por que afinal, as mulheres são assim mesmo, né? Exageradas.

– Você é tão sensível!

– Você é tão emocional!

– Você está sempre na defensiva!

– Você está exagerando!

– Acalme-se!

– Relaxe!

– Pare você está pirando!

– Você está louca!

– Eu estava apenas brincando, você não tem um senso de humor?

– Você é tão dramática.

– Você é tão estúpida!

– Ninguém vai querer você!

Soa familiar?

Se você é mulher, provavelmente seu companheiro já fez isso, ou faz. A probabilidade de a mulher ser a vitima deste tipo de violência, que chama se GASLIGHT, é infinitamente maior para mulher devido ao sexismo e machismo, que trata a mulher com desqualificação, inferiorização e descrédito. Basta notar que, é divulgado massivamente que os homens são racionais e as mulheres emocionais, mas não dizem que as mulheres têm uma inteligência emocional, trata se de uma desqualificação, o que quer dizer se com isso é que elas são descontroladas emocionalmente, ou seja, os homens são superiores, eles devem ter crédito e as mulheres não.

Os homens têm usado este tipo de manipulação emocional, embasada no machismo, para manterem se privilegiados nos relacionamentos, assim eles podem errar a vontade, trair acordos, fazer piadas depreciativas da companheira, humilhar, etc. que no final das contas, o discurso será sempre o mesmo: “Você esta exagerando, eu estava apenas brincando…” E a mulher pensa “Realmente, acho que estou exagerando” e fica ali sendo ferida, esmagada, tendo a autoestima destruída dia após dia, sem forças para reagir, por que entende se culpadas das situações. Às vezes, é tão convencida disso, que a agredida, é quem pede desculpas ao agressor, sentindo se aliviada por ele ter perdoado.
Um exemplo fácil de ser encontrado é quando o homem usa alguma característica física da mulher, e faz comentários depreciativos, como piadas a respeito do peso dela, para logo em seguida, quando a mesma reage, dizer a ela que ela esta exagerando e que ele estava apenas brincando.
O gaslight pode ser algo muito sutil, tão simples como alguém sorrindo e dizendo algo como: “Você é tão sensível”. Tal comentário pode parecer inócuo o suficiente, mas, naquele momento, o orador está fazendo um julgamento sobre como alguém deve se sentir. A desqualificação das percepções e sentimentos da outra pessoa é uma violência emocional.É muito mais fácil manipular emocionalmente uma pessoa que tem sido condicionada pela nossa sociedade a aceitá-la. Provavelmente algumas mulheres pensarão que por serem mulheres empoderadas, fortes, independentes… Não serão alvo deste tipo de violência, é importante dizer que todas estamos à mercê disso, por que é muito difícil diagnosticar o quadro, não esperamos que a pessoa que amamos, escolhemos para viver ao nosso lado e dividir a vida, nos trate desta forma, e por isso seguimos desculpando e aceitando a situação, quando não nos culpamos pela mesma.

O GASLIGHT rouba da mulher sua arma mais poderosa, ele rouba sua voz. Notem que muitas vezes ao fazermos cobranças aos nossos companheiros, namorados, maridos… Nós tentamos fazer de uma forma meiga, calma, quase como se nos desculpássemos por chamar atenção deles sobre algo que nos incomoda, e desta forma as mulheres vão tornando-se seres passivos, seres não assertivos, não combativos, presas fáceis para todos os tipos de violência machista. E é com este tipo de desqualificação da sanidade da mulher que o machismo também desconstrói a possibilidade de independência delas, afinal se são tão vulneráveis emocionalmente, como poderão alçar cargos elevados dentro de empresas, ou grandes responsabilidade, postos de liderança, não é mesmo? É muito valioso para manutenção dos privilégios dos homens tratarem as mulheres como desequilibradas, naturalizando estas características como inerente a elas.

O homem que faz isso, não faz de maneira não intencional, ele sabe que esta ferindo a companheira e a cada dia é mais complicado pedir aos homens para que observem suas atitudes, para que parem de praticar violências machistas, pois grande parte da população masculina esta comprometida em defender seus privilégios, mas esperamos que este tipo de leitura, além de esclarecer as mulheres para que possam se defender, também conscientize os homens.

Maíra A. Andrade Psicóloga - CRP 05/32352 Diretora e Responsável técnica do NIDH Colaboradora na Comissão especial de Psicologia Organizacional e do Trabalho no CRP/RJ
Maíra A. Andrade Psicóloga – CRP 05/32352 (Diretora e Responsável técnica do NIDH; Colaboradora na Comissão especial de Psicologia Organizacional e do Trabalho no CRP/RJ)

 

 

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Mesmo diante dos problemas, devo continuar a produzir?

Diariamente temos ouvido falar sobre a produtividade como algo ruim, com argumentos falando sobre não precisarmos nos preocupar com a produtividade, por não vivermos uma competição. De fato, não se deve pautar a vida na produção de outra pessoa, no entanto, a produção diária de cada um é muito importante para a autoestima, e principalmente para a autorrealização.

Seria “adoecedor” para nossa saúde emocional e mental se a todo momento comparássemos nosso hoje com o de alguém que depois de tantos percalços alcançou a autorrealização pessoal. Mas tendo como base o estudo de Maslow, quando fala sobre a pirâmide de necessidades humanas, vemos que para alcançar o topo, é necessário que cada etapa tenha sido solidificada.

Maslow define cinco categorias de necessidades humanas, sendo elas fisiológicas, de segurança, sociais, de estima e então a autorrealização. Sem produtividade não alcançamos o topo desta pirâmide. Não devemos parar nosso trabalho, nosso estudo ou nossas conquistas, pelo fato de outra pessoa não estar produzindo, ou estar produzindo mais do que você.

Crises financeiras, crises na saúde, crises sociais, acontecerão a todo momento, mas não podemos parar por causa delas, devemos nos adaptar, repensar as situações e continuar produzindo. Afinal, a produção é sua! Então, produza, escreva, grave, crie… e lá na frente colha a autorrealização que sua própria produção diária fez com que você alcançasse.

Helinton Peixoto Mercante – Psicólogo – CRP 05/48251, Orientador profissional, Psicomotricista e Neuropsicopedagogo, Especialista em Psicologia escolar e inclusão. Psicólogo do CAPS AD de Belford Roxo e Diretor Pedagógico da Koala eventos.

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GRUPOS QUE JÁ SE ENCONTRAVAM EM VULNERABILIDADE ANTES DA PANDEMIA

Crianças e adolescentes com deficiência; meninas (por sua condição de gênero); meninas e meninos; indígenas; quilombolas; ribeirinhas e ribeirinhos; negras e negros; LGBT+; migrantes e imigrantes; refugiadas e refugiados; moradoras e moradores de comunidades rurais/periferias; adolescentes cumprindo medidas socioeducativas, adolescentes em situação de acolhimento institucional, pessoas  que enfrentam tratamento de doenças severas, etc.

                Duas atitudes são fundamentais nesse momento: ter um olhar atento para identificar e denunciar situações de violência e tomar todas as medidas necessárias para prevenir essas situações.

                A realidade do Brasil, nos faz pensar em populações, grupos e comunidades que já se encontravam em situação de risco antes desse momento de crise mundial. Os últimos acontecimentos tem nos mostrado a importância de estarmos atentos para poder agir. O momento é desanimador e de indignação. No dia 17 de maio de 2020 o dançarino, ator e modelo, Demétrio Campos foi SUICIDADO – termo utilizado pelos ativistas por definir o suicídio como um processo de ‘’ação direta do Estado ou pela sua inoperância na Assistência Social, no Saneamento Básico, menosprezo alimentados por religiões, escolas, meios de comunicação e autoridades, e reproduzidos por famílias, comunidades, ambientes de trabalho’’. No dia seguinte, o adolescente de 14 anos, João Pedro foi vítima de uma operação policial. João, foi levado sem o acompanhamento de sua família e depois de muitas manifestações nas redes sociais em apoio à família e em revolta com o acontecido, veio a notícia de que seu corpo já se encontrava no IML. João, Demétrio, Agatha, Marcos Vinícius e tantos outros nomes e histórias que são interrompidas pela necropolítica do estado do Rio de Janeiro e pelo genocídio de populações entendidas socialmente como minoritárias.

                Cabe aqui, pensarmos em quem são as pessoas que precisam ainda mais da proteção e cabe também aos que possuem mais recursos, privilégios e condições se movimentarem pra gerar mudança, uma mudança estrutural. Use das suas estratégias para ajudar esses grupos. Há muito tempo, vidas são tiradas por uma supremacia e a criminalização da pobreza não pode permanecer sendo algo naturalizado, comum e cotidiano. Se um tiro disparar na sua casa agora, quem você é no jogo?

Fonte: Guia de Bolso: Proteção infantil e ajuda humanitária na pandemia de COVID-19; @flaviaol e @instadajaqueline

Autora: Grazielly Ribas de Oliveira – Psicóloga (CRP 05/59433), mestrando em Psicologia pela UFRRJ, pesquisadora do Laboratório de Estudos Sobre Violência Contra Crianças e Adolescentes (LEVICA), formada em Terapia Sexual, atua na clínica com crianças, adolescentes e adultos na abordagem da Terapia do Esquema. Participante do Projeto CEIBA – teatro e biologia.

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Dia Nacional da Luta Antimanicomial

O 18 de maio é marcado por ser um dia de luta de trabalhadores da saúde mental, usuários e familiares pela garantia de direitos das pessoas com sofrimento mental. A luta é para que possam ter um tratamento digno em locais substitutos aos manicômios e por uma inserção na sociedade como cidadãos que são, podendo estarem livres e não em hospitais ou casas de recuperação, isolados e retirados de seus territórios.

O movimento da Reforma Psiquiátrica ou Luta Antimanicomial, iniciou-se no final dos anos 70 e acompanhou o processo de democratização do Brasil. Saindo de um sistema ditatorial não era mais possível que pessoas continuassem sendo colocadas em “depósitos humanos” e esquecidas por anos e anos, sendo dopadas e com o uso de eletrochoque para “acalmar” e “tratar”. O marco para a criação desse dia foi o II Congresso dos Trabalhadores em Saúde Mental, realizado em Bauru no ano de 1987 com o lema “Por uma sociedade sem manicômios.” Sendo assim o fechamento gradativo dos hospitais e a criação de uma rede ampliada para o tratamento seria a forma de se conseguir o objetivo discutido nesse encontro. 

Mesmo já se passando mais de 30 anos do início do movimento ainda precisamos reafirmar o lema do II Congresso e lutar para que novas formas de manicômios não sejam recriadas.

O Brasil passa por um momento de perdas de direitos e diversos retrocessos na área da saúde e dos Direitos Humanos. O sucateamento do SUS, que está evidente neste momento de pandemia do Covid 19, traz reflexos diretos ao CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), que é o local de tratamento substituto aos hospitais psiquiátricos.

Mais especificamente o CAPS AD (Centro de Atenção Psicossocial para usuários de álcool e outras drogas), local em que trabalho, tem sofrido um ataque direto à sua forma de tratamento, já que novas recomendações com objetivo de que a pessoa “fique e permaneça abstinente” traz um conflito com a diretriz da Redução de Danos como alternativa na condução desse cuidado.

Neste dia 18 de maio de 2020, atípico e pandêmico, não iremos para as ruas, não faremos grandes encontros em nossos locais de trabalho, mas nos manteremos firmes no lema e com um adendo “Por um SUS sem manicômios”, entendendo que “prender não é cuidar”.

Autora: Rogéria Ferreira Thompson – Psicóloga clínica – CRP: 05/52415, Psicóloga no CAPS AD Vanderlei Marins em NI, Colaboradora do CRP-RJ Subsede Baixada Fluminense, Especializanda Em Direitos Humanos e Saúde – ENSP/FIOCRUZ e Co-Fundadora do Movimento de Psicólogos da Baixada.

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